Um sobrado típico da Mooca abriga o Boteco Seo Joaquim (Foto:
Lucas Lima)
Bastam
bons amigos em torno de uma mesa de bar para o encontro pós-expediente acabar
numa noitada. Em alguns botequins, no entanto, a happy hour ferve. Este é o
caso do Paribar, no
centro, que, por ser um dos únicos na região, reúne toda a turma que trabalha
em seus arredores. Já o Pirajá, em
Pinheiros, ganhou fama como uma das esquinas mais badaladas da cidade.
Confira
a nossa seleção de bares para a happy hour e escolha a que mais combina com
você.
Amigo Leal: assim como o Bar
Léo, a choperia alemã foi fundada pelo já falecido curitibano Leopoldo Urban.
Apesar da localização, na deteriorada Rua Amaral Gurgel e sob o Minhocão,
mantém um público cativo na happy hour. No ambiente de estilo antigão, repare
nas fotos em preto e branco da festa de inauguração, em fevereiro de 1967.
Servido numa caldeireta mais alta e estreita, o chope (Brahma) ostenta
colarinho generoso, mas nem sempre vem na temperatura ideal. Para beliscar,
peça os canapés de frios à moda germânica.
Armazén Paulista:
da happy hour até a saideira, trata-se de um perene ponto de encontro de Moema.
As paredes de tijolos aparentes do salão contam com elementos decorativos que
lembram um antigo armazém. Em dias de jogos, enquanto dois modernos telões
atraem a atenção da turma do futebol, os casais vão para as mesas localizadas
nas duas varandas. O chope (Brahma), tirado corretamente, acompanha bem o
bolinho da casa, feito de carne, canela, hortelã e castanha-do-pará. Quem
preferir pode escolher os próprios petiscos, entre queijos, embutidos e
conservas, no balcão de acepipes.
Bar Brahma:
fundado em 1948, ocupa a célebre esquina eternizada por Caetano Veloso: a
Avenida Ipiranga com a São João. O endereço viveu dias de glória, sobretudo nos
anos 50 e 60, quando era ponto de encontro da alta classe boêmia. Sua história,
porém, quase terminou no fim da década de 90, quando atendia pelo nome de São
João 677 e fechou as portas. Renasceu anos depois com forte vocação musical e
apresentações regulares de “dinossauros” como Cauby Peixoto e Originais do
Samba. Se entre um chope (Brahma, claro!) e outro a fome apertar, recorra ao
picadinho de filé-mignon, que sai acompanhado de arroz, farofa, banana à
milanesa e ovo poché.
Bar
Léo: fechado desde o fim de março (2012), o boteco decano da cidade
reabriu em agosto, sob administração do grupo que controla o Bar Brahma, no
centro. O ambiente, ainda bem, não mudou (ganhou só mais iluminação), e foram
mantidos quatro funcionários, entre eles o garçom Luiz de Oliveira, de 91 anos,
lenda viva do bar. Por outro lado, percebe-se que o boteco está com uma pegada
mais comercial. Um sintoma disso são as novas caldeiretas, que estampam um
enorme logotipo da Brahma. Agora realmente da marca anunciada, o chope voltou a
ser tratado com carinho. Um dos acertos da nova administração foi manter o
tirador Fernando Lopes no comando da chopeira em formato de caneca alemã. Com
uma única torneira, a máquina exige habilidade para equilibrar com a espátula o
líquido e o creme, de três dedos de altura.
Bar
do Nico: todo ajeitado, fica nos arredores do Museu do Ipiranga e
recebe os convivas com uma fonte logo na porta da casa. No salão, um antigo e
bonito móvel de madeira escura reúne uma coleção de viaturas de polícia em
miniatura e bonecos de soldado. As grandes tentações do cardápio são os canapés
no pão preto. O dom pedro é feito com linguiça defumada moída, manteiga,
mostarda, molho inglês, salsinha, azeitona e pimenta-do-reino. O bem tirado
chope faz companhia perfeita ao schnaps, um destilado alemão de zimbro.
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